O preço das ações da Nvidia (NVDA) subiu por sete sessões consecutivas desde o rompimento em 6 de maio, alcançando US$ 227 em 13 de maio. O movimento ocorre dentro de um cenário de avanço medido de 32%, e os catalisadores fundamentais para esse desempenho se multiplicaram.
Jensen Huang integrou a delegação do presidente Trump em Pequim como adição de última hora nesta terça-feira, colocando de volta em destaque US$ 50 bilhões em oportunidades para chips de IA na China.
Pelo menos cinco instituições de Wall Street elevaram ou reiteraram suas projeções de preço para Nvidia nas últimas 48 horas. O balanço está previsto para 20 de maio. Entretanto, o Chaikin Money Flow sinaliza de forma mais discreta e cautelosa abaixo desta alta.
Rompimento de bandeira de alta das ações da Nvidia mira US$ 267
O gráfico das ações da Nvidia rompeu uma bandeira de alta com padrão de mastro em 6 de maio de 2026. O mastro acumulou avanço de 31,92% entre abril e início de maio, e a bandeira foi resolvida com volume expressivo na vela de rompimento.
Todas as sessões diárias desde 6 de maio fecharam no positivo. O movimento projetado indica uma alta de 32% a partir da zona de rompimento, com US$ 267 como alvo teórico.
Os catalisadores fundamentais se acumularam nas últimas 48 horas. Jensen Huang integrou a delegação do presidente Trump para Pequim de forma repentina em 12 de maio.
Trump entrou em contato diretamente com Huang após o CEO da Nvidia não ter aparecido inicialmente na lista executiva, e Huang viajou ao Alasca para embarcar no Air Force One. Pequim pressiona por maior acesso aos chips H200 de IA da Nvidia, mercado que Huang estima em US$ 50 bilhões.
Wall Street reforçou esse cenário. Vivek Arya, do Bank of America (BofA), elevou o preço-alvo para Nvidia a US$ 320 ante US$ 300 em 13 de maio, citando um mercado total endereçável de US$ 1,7 trilhão para data centers de IA em 2030.
Aaron Rakers, do Wells Fargo, aumentou o alvo para US$ 315 ante US$ 265 em 12 de maio, utilizando um novo modelo de capacidade em gigawatts. Susquehanna, com Christopher Rolland, elevou para US$ 275 vinda de US$ 250, alinhada aos objetivos já discutidos. Citi reiterou US$ 300. Oppenheimer reiterou US$ 265.
O preço da ação da Nvidia agora está entre a zona de rompimento e o alvo, com balanço marcado para 20 de maio. O próximo indicador relevante está nos dados de fluxo institucional.
Money Flow indica alerta mais discreto
O indicador Chaikin Money Flow (CMF), que mede o balanço ponderado por volume entre pressão compradora e vendedora como um proxy do posicionamento de grandes investidores, marca 0,24 no gráfico diário da Nvidia.
A leitura segue positiva. O fato relevante, porém, é o comportamento subjacente: o CMF atingiu seu topo no fim de abril e recuou de forma progressiva, enquanto o preço das ações seguiu em alta. O resultado é uma divergência de baixa no gráfico diário.
Essa divergência não invalida o rompimento. O fluxo de grandes investidores perdeu intensidade, mas permanece positivo. O padrão sugere realização de lucros ou proteção de posições antes do balanço de 20 de maio.
Os dados da relação put-call acrescentam uma segunda camada. A razão de volume put-call da Nvidia está em 0,32 em 13 de maio, acima dos 0,29 registrados no rompimento de 6 de maio. A razão de open interest recuou para 0,80 ante 0,81 no mesmo período.
O aumento no volume de opções de venda, junto à estabilidade no open interest, reforça o mesmo quadro observado na divergência do CMF.
Alguma proteção está sendo incorporada à alta, mas a posição geral segue bastante inclinada para as calls, com a razão put-call bem abaixo de 1,0. O cenário permanece otimista, ainda que algum cuidado seja mantido.
Níveis do preço da ação da Nvidia indicam US$ 227 como ponto decisivo
O preço da ação da Nvidia está em US$ 226, próximo do patamar de US$ 227, correspondente à zona de Fib 0,618 da faixa mais recente.
O nível 0,618 serve como pivô estrutural. Um fechamento diário acima de US$ 227 abre espaço para US$ 235, US$ 247 e para o alvo padrão do modelo em US$ 267. Além disso, a extensão 1,618 em US$ 279 converge com o objetivo da Susquehanna.
A extensão 2,618 em US$ 332 fica logo acima do alvo de US$ 320 do Bank of America.
Os níveis de suporte também são relevantes. O suporte está em US$ 214 e US$ 207. Um fechamento diário abaixo de US$ 207 enfraqueceria a estrutura de rompimento. Uma perda mais profunda ocorre em US$ 194, âncora do Fibonacci em 0. Romper esse patamar enfraqueceria toda a estrutura otimista.
Um fechamento diário acima de US$ 227 mantém o caminho livre para US$ 267 e destaca o patamar dos analistas. Fechar abaixo de US$ 207 pode dar força à divergência do CMF e leva o mercado a um ajuste mais profundo em direção a US$ 194.
O balanço de 20 de maio deve definir essa disputa.
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